
A decisão da prefeitura de cancelar o show de Zezé Di Camargo, que estava previsto para integrar a programação de um evento público, reacendeu o debate sobre os limites entre gestão cultural, pressão política e a influência das polêmicas midiáticas na vida artística do país. O cancelamento ocorre em meio à repercussão envolvendo o cantor e o SBT, episódio que ganhou força nas redes sociais e dividiu opiniões.
Segundo informações divulgadas pela administração municipal, a justificativa oficial estaria relacionada a “readequações administrativas e orçamentárias”. No entanto, o timing da decisão levanta questionamentos legítimos. A coincidência entre a polêmica nacional e o cancelamento local faz com que parte da população enxergue o ato como uma tentativa de evitar desgaste político, transferindo para a cultura o peso de uma crise que extrapola o âmbito artístico.
Zezé Di Camargo é um dos nomes mais consolidados da música sertaneja brasileira, com décadas de carreira e um público fiel que atravessa gerações. Independentemente de simpatias ou antipatias pessoais, é inegável que sua presença em eventos populares costuma atrair grande público e movimentar a economia local, beneficiando comerciantes, trabalhadores informais e o próprio setor cultural.
Ao optar pelo cancelamento, a prefeitura passa uma mensagem ambígua. De um lado, tenta se blindar de críticas em um cenário de alta sensibilidade política; de outro, demonstra fragilidade ao permitir que ruídos externos interfiram em decisões que deveriam priorizar o interesse coletivo e o acesso democrático à cultura. Quando a arte se torna refém do medo de repercussões negativas, perde-se a essência do espaço público como ambiente plural.
É preciso separar o artista da conjuntura momentânea. Polêmicas fazem parte do jogo midiático, especialmente em tempos de redes sociais e disputas narrativas. Usar essas controvérsias como critério para vetar apresentações artísticas abre um precedente perigoso: amanhã, qualquer outro cantor, ator ou produtor cultural poderá












Catuense, pai, Advogado, Professor, Jornalista, Radialista, Gestor de futebol, Escritor e Empresário; Coordenador Municipal de Segurança Pública da Prefeitura de Catu; Professor de Educação Básica do Município de Itanagra; Membro da Academia Internacional de Literatura; Membro Imortal da Academia Interamericana de Escritores. Com formação em: Telecomunicações; Processo Petroquímico; Teologia; Matemática; Direito; e Ciências Biológicas; Mestre Em Comunicação e Jornalismo; Doutorando em Ciências Jurídicas e Sociais; Especialista em Direito Administrativo; Especialista em Criminologia; Especialista em Educação Basica; Especialista no Ensino de Matematica e Biologia; Especialista em Coordenação e Gestão Educacional; Graduando em Farmácia; Licenciando em Ciências da Computação e Informática; Licenciando em Física.

