Representatividade muda a forma de viver o amor. No Denga Love, uma curtida pode ser o começo de uma história que atravessa cidades, aproxima caminhos, resulta em casamentos e até faz nascer novas vidas. Em quatro anos, o aplicativo de relacionamento afrocentrado transformou encontros virtuais em histórias reais, mostrando que se reconhecer no outro também pode mudar o destino de uma relação.
Segundo Filipe Dornelas, um dos criadores da plataforma, mais de 10 mil casais se formaram, mil casamentos foram celebrados e 60 bebês nasceram de relacionamentos iniciados no aplicativo. São histórias de quem percorreu centenas de quilômetros para encontrar alguém, mudou de cidade por amor ou descobriu uma conexão com pessoas que já faziam parte de suas memórias de infância.
Mas a proposta do Denga Love vai além de criar oportunidades para encontros. A plataforma surgiu para preencher uma lacuna no universo dos relacionamentos: oferecer às pessoas negras um espaço onde possam se sentir representadas, exercer sua afetividade e viver o desejo sem precisar se encaixar em padrões de beleza excludentes ou enfrentar estereótipos raciais.
Amor e representatividade
A ideia surgiu da experiência do proprio Fillipe Dornelas, desenvolvedor e fundador do aplicativo, que não se sentia representado nas plataformas tradicionais
Ao lado da cofundadora Bárbara Brito, ele decidiu criar um espaço pensado desde a origem para pessoas negras, da linguagem à identidade visual.
“Os aplicativos existentes não favorecem a busca por relações afrocentradas. E, mesmo que exista a tentativa de se relacionar interracialmente, o dito padrão de beleza procurado nos desfavorece”, afirma.
A proposta vai além de reunir pessoas com características em comum. É construir um ambiente em que a identidade negra não seja tratada como exceção, fetiche ou detalhe. Um lugar em que cabelo, pele, cultura e ancestralidade não precisem ser explicados para que o afeto encontre espaço.

No Denga Love, o tradicional match dá lugar ao chamego. A escolha das palavras não é mero detalhe: o vocabulário inspirado em línguas bantu aproxima a plataforma das raízes culturais do português brasileiro.
Uma relação afrocentrada coloca a identidade, a cultura e a ancestralidade negras no centro do vínculo. Isso não significa determinar quem alguém deve amar, mas garantir que a escolha por esse tipo de relação seja possível sem disputar espaço com padrões historicamente excludentes. “Isso não significa fechar a porta para o mundo; significa abrir uma porta que, até então, não existia”, defende o fundador.
Do preconceito ao direito de ser desejado
O racismo nas relações afetivas nem sempre aparece em ofensas explícitas. Às vezes, está na ausência de curtidas, no comentário que transforma alguém em curiosidade exótica ou na relação que nunca sai da clandestinidade. Segundo Fillipe, a plataforma oferece ferramentas de denúncia e bloqueio, além de mecanismos de moderação que combinam tecnologia e análise humana.
O aplicativo não promete eliminar o preconceito da sociedade nem garantir relações perfeitas. Desencontros, incompatibilidades e términos continuam fazendo parte da vida amorosa.












Catuense, pai, Advogado, Professor, Jornalista, Radialista, Gestor de futebol, Escritor e Empresário; Coordenador Municipal de Segurança Pública da Prefeitura de Catu; Professor de Educação Básica do Município de Itanagra; Membro da Academia Internacional de Literatura; Membro Imortal da Academia Interamericana de Escritores. Com formação em: Telecomunicações; Processo Petroquímico; Teologia; Matemática; Direito; e Ciências Biológicas; Mestre Em Comunicação e Jornalismo; Doutorando em Ciências Jurídicas e Sociais; Especialista em Direito Administrativo; Especialista em Criminologia; Especialista em Educação Basica; Especialista no Ensino de Matematica e Biologia; Especialista em Coordenação e Gestão Educacional; Graduando em Farmácia; Licenciando em Ciências da Computação e Informática; Licenciando em Física.

