Salvador retrocedeu no Índice de Progresso Social (IPS) 2025. A capital baiana despencou para 62,05 pontos e amarga a 1.379ª posição entre os municípios brasileiros, figurando entre as piores capitais do país.
Um ano antes, o cenário já não era confortável: nota de 63,80 e desempenho entre os mais baixos. Agora, além da queda na pontuação, há um agravamento mais amplo, espalhado por áreas essenciais, segundo o estudo.
Como Salvador se posiciona entre as capitais
Entre as 27 capitais, a distância de Salvador para o topo fica ainda mais evidente. A cidade aparece na 24ª colocação, com 62,05 pontos, dentro do grupo 3 do índice, uma faixa de desempenho considerada baixa. Na prática, só fica à frente de Maceió (61,48), Macapá (58,72) e Porto Velho (57,25). É o fundo da tabela.

No outro extremo, o ranking é puxado por cidades do Centro-Sul. Curitiba lidera com 69,89 pontos, seguida de Campo Grande (69,63) e Brasília (69,04). Todas no grupo mais alto do índice, com desempenho mais equilibrado entre áreas básicas e oportunidades.
Salvador – Nordeste e Norte
O contraste fica mais claro quando se olha para capitais do próprio Nordeste. João Pessoa (67,00) aparece no top 10, enquanto Teresina (65,76), Aracaju (65,73) e Natal (65,63) também figuram no grupo de melhor desempenho. Salvador, por outro lado, fica mais próxima de capitais da Região Norte, que concentram as notas mais baixas.
Mesmo entre cidades com pontuação intermediária, a capital baiana não consegue se aproximar. Recife (63,33) e Fortaleza (64,44), por exemplo, aparecem à frente, ainda que também enfrentem desafios estruturais semelhantes.
Onde falta o básico
No eixo de necessidades humanas básicas, Salvador soma 70,1 pontos e aparece na 3.792ª posição no país. A conta começa na saúde mais elementar. Em nutrição e cuidados médicos básicos (71,23), o desempenho é considerado fraco. Pesam indicadores sensíveis: mortalidade infantil, baixa cobertura vacinal e internações que poderiam ser evitadas com atenção primária mais eficiente.
Quando o assunto é estrutura urbana, há um contraste. Água e saneamento (85,17) aparece com resultado neutro, sustentado por abastecimento relativamente amplo, ainda que com perdas na distribuição. Já em moradia (85,46), mesmo com nota alta, o enquadramento segue como fraco. Isso porque o índice não olha só número bruto, mas a qualidade das condições, como coleta de lixo, padrão das construções, acesso regular a serviços.
O ponto que mais pesa é segurança pessoal (38,53). Aqui, Salvador desaba. O indicador reúne homicídios, mortes de jovens, violência contra mulheres e acidentes de trânsito. É o pior desempenho dentro do eixo.
Educação oscila e saúde não segura a nota
No bloco de fundamentos do bem-estar, a capital chega a 65,73 pontos e ocupa a 902ª posição. Não é um colapso, mas está longe de representar conforto.
A educação básica continua sendo um gargalo. Em acesso ao conhecimento básico (64,79), o desempenho é fraco, pressionado por evasão escolar, reprovação e distorção idade-série. É o tipo de problema que não aparece de uma vez, vai acumulando ao longo dos anos.
Curiosamente, o acesso à tecnologia puxa para cima. Acesso à informação e comunicação (71,8) aparece como ponto forte, com boa cobertura de internet e telefonia. Funciona, mas não resolve o restante.
Na saúde, o cenário é morno. Saúde e bem-estar (56,91) fica no nível intermediário, com indicadores que misturam expectativa de vida razoável com problemas persistentes, como doenças crônicas e mortalidade precoce.
O meio ambiente entra como um dos poucos respiros. Qualidade ambiental (69,43) tem desempenho considerado forte, apoiado em áreas verdes e menor pressão em alguns indicadores.
Direitos travam avanço e oportunidades não chegam para todos
É no eixo de oportunidades que Salvador mostra mais dificuldade de avançar. A cidade soma 50,31 pontos e aparece na 305ª posição nacional — um resultado que ajuda a explicar por que a capital fica entre as piores no ranking das capitais.
O principal entrave está em direitos individuais (20,95). A nota é baixa e reflete dificuldades no acesso à Justiça, políticas de direitos humanos pouco efetivas e respostas lentas em processos, especialmente nas áreas previdenciária e familiar.
Mas, nem tudo é negativo. Em liberdades individuais e de escolha (62,85), há um desempenho melhor, com acesso a cultura, lazer e esporte ajudando a elevar o indicador.
A inclusão social (43,01) volta a expor feridas abertas: desigualdade de gênero e raça, violência contra populações vulneráveis e crescimento de famílias em situação de rua. É um dos pontos que mais limitam qualquer melhora consistente.
No meio disso tudo, surge um destaque isolado. Acesso à educação superior (74,44) tem desempenho forte e aparece como um dos melhores indicadores da cidade.











Catuense, pai, Advogado, Professor, Jornalista, Radialista, Gestor de futebol, Escritor e Empresário; Coordenador Municipal de Segurança Pública da Prefeitura de Catu; Professor de Educação Básica do Município de Itanagra; Membro da Academia Internacional de Literatura; Membro Imortal da Academia Interamericana de Escritores. Com formação em: Telecomunicações; Processo Petroquímico; Teologia; Matemática; Direito; e Ciências Biológicas; Mestre Em Comunicação e Jornalismo; Doutorando em Ciências Jurídicas e Sociais; Especialista em Direito Administrativo; Especialista em Criminologia; Especialista em Educação Basica; Especialista no Ensino de Matematica e Biologia; Especialista em Coordenação e Gestão Educacional; Graduando em Farmácia; Licenciando em Ciências da Computação e Informática; Licenciando em Física.

